Coworking: a terceira via dos ambientes corporativos?

Considerado como o escritório do futuro, o coworking é um espaço de trabalho compartilhado, onde diferentes empresas e profissionais podem aproveitar as funcionalidades de um ambiente corporativo sem, no entanto, ter os mesmos custos ou comprometimentos com questões burocráticas. Criados em 2005, os coworkings são conhecidos por serem um ambiente mais social e moderno, seguindo as tendências das startups. 

Em razão da pandemia de Covid-19, acredita-se que o mercado global de espaços de coworking encolheu, entre 2019 e 2020, a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de -12,9%. Apesar disso, o mercado deve se recuperar e atingir um CAGR de 11,8% em 2023. Nesse sentido, fica claro que o setor possui promissoras perspectivas de crescimento durante o reaquecimento econômico. De acordo com a JLL, consultoria imobiliária multinacional, os coworkings, que hoje representam menos de 5% do mercado de imóveis comerciais, chegarão a 30% em 2030. 

Dentre as principais vantagens do coworking, pode-se destacar: (1) a imersão em um ambiente de inovação e criatividade; (2) o acesso à estrutura corporativa, com salas de reunião, acesso à internet, material de escritório e mobiliário com menor custo; (3) interação profissional e pessoal, facilitando o networking e possibilitando um ambiente de trabalho menos isolado do que o home offices e mais tranquilo do que espaços públicos; e (4) flexibilidade, visto que existem diferentes planos, com aluguéis que variam de algumas horas até semanas, meses etc. 

Já dentre as desvantagens, tem-se: (1) custos maiores, quando comparados ao trabalho em casa, já que existe, por exemplo, gastos com aluguel e combustível para deslocamento; (2) maiores possibilidades de distração; e (3) restrição de horários, já que a maioria dos coworkings funcionam em horário comercial. 

É importante também ressaltar que, mesmo sendo mais popular entre os pequenos negócios e os profissionais autônomos, os coworkings vêm ganhando espaço entre as empresas de médio porte. Isso porque a digitalização dos negócios e a hibridização do trabalho, adiantadas pela pandemia, possibilitaram o fechamento de escritórios próprios, que têm sido substituídos pela união entre home offices e pequenos núcleos corporativos, centrais ou regionais, em escritórios compartilhados. 

Então, é possível observar que, enquanto muitos discutem a dicotomia entre escritório e home office, os coworkings têm assumido cada vez mais uma posição de destaque, sendo uma opção viável não só como modelo único, mas também como uma possibilidade mais econômica para o trabalho híbrido. 

Artigo de Pedro Yunes, estagiário na GCS Consultoria & Auditoria.

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